Recuperação de cargas roubadas e o uso de isca de cargas

O modal predominante de transporte no Brasil é, sem dúvidas, o rodoviário, tendo concentrado, em 2011, mais de 60% de toda matriz de transportes de cargas no Brasil, que possui aproximadamente cerca de 1,4 milhão de caminhões e ônibus.

Com isso, não é de se surpreender que a segurança dos veículos de transporte de cargas é algo que se tornou indispensável frente ao aumento preocupante das ocorrências de roubos de carga nos últimos dez anos.

De acordo com o levantamento da perspectiva global do risco para transporte de carga, realizada pela FIRJAN em 2018, o Brasil e o México lideram as estatísticas de roubo de cargas no continente americano.

No Brasil, o aumento do número de casos de cargas roubadas é alarmante.

Um levantamento da FIRJAN, realizado no período de 2011 a 2016, apurou que o prejuízo para o setor de produção em razão da perda de cargas ou de veículos de cargas somados aos custos indiretos para a indústria e a sociedade, ultrapassou a quantia de 6 bilhões de reais.

O setor de transportes, somente no ano de 2018, sofreu prejuízo de 2 bilhões. Depreende-se destes dados que o roubo de cargas não afeta apenas a empresa transportadora e a empresa contratante, mas sim toda a economia do país.

Alguns caminhoneiros afirmam que neste ano de 2021 o serviço aumentou absurdamente, o que não aconteceu no início da pandemia em 2020, quando o serviço praticamente parou.

Assim, é fácil de perceber que em tempos de crise econômica, é possível que ocorra o aumento da violência também. E com isso, o número de ocorrências de roubos de carga também deve aumentar, já que o movimento é intenso nas rodovias.

O momento de investir em segurança de monitoramento e rastreamento de veículos roubados para recuperá-los é inegável. O prejuízo que uma carga roubada e não recuperada representa supera em muito o investimento preventivo.

Economicamente, o roubo de cargas também é um desastre. Um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que o aumento dos investimentos em segurança privada consome ao menos 130 bilhões por ano, no setor empresarial do Brasil.

Diante disso, é seguro concluir que o Brasil vive um grave problema de segurança pública nas rodovias, caso contrário não haveria um investimento deste calibre neste segmento.

Logo, a solução a ser buscada é adquirir um plano de gerenciamento de risco para a sua carga ou sua transportadora.

Por meio de uma central de monitoramento 24h, é a melhor ferramenta para a recuperação de cargas roubadas. Diversas tecnologias combinadas para rastrear seu veículo onde quer que ele esteja, em tempo real.

Como funciona o rastreamento veicular?

Para ilustrar, um sistema de rastreamento veicular funciona de modo semelhante a um telefone celular, isto é, para que funcione é preciso a utilização de um chip, para que o aparelho se comunique através de módulos de telefonia.

Assim, é possível que o aparelho de rastreamento possa receber comandos via SMS, por exemplo, utilizando-se de plataformas de rastreamento enviando coordenadas de latitude e longitude do veículo, revelando sua posição atual.

Geralmente, rastreadores de veículos funcionam de duas maneiras distintas, quais sejam, por um sistema de radiofrequência ou aparelhos integrados com o GPS.

O sistema de radiofrequência veicular consiste na triangulação de sinais oriundos de redes criadas por antenas receptoras.

A vantagem é a cobertura de uma vasta área, sendo possível que um veículo seja rastreado em qualquer lugar dentro dos limites da área de cobertura.

Já o sistema de rastreamento via GPS funciona por meio de uma gigantesca rede composta por satélites alocados em todo planeta.

Os sinais captados pelos receptores de dados do rastreador utilizam pelo menos 4 satélites para decodificar a localização enviada pelas coordenadas, na forma de latitude e longitude.

O que são e como funcionam as iscas de carga?

As iscas de carga nada mais são do que equipamentos pequenos que são escondidos em algumas embalagens ou volumes da carga, para que seja possível rastreá-las caso sejam objeto de roubo.

É uma importante ferramenta que dificilmente será detectada pelos criminosos e poderá determinar, por meio da emissão de diversos tipos de sinais, a localização exata do objeto roubado.

Além disso, as iscas de carga possuem uma longa durabilidade de até 90 dias de transmissão dos sinais de localização.

Este é um verdadeiro trunfo para a segurança do transporte de cargas porque algumas organizações criminosas especializadas em roubo de cargas já conseguem anular alguns sinais de transmissão.

Por exemplo, o recurso utilizado por ladrões de carga chamado Jammer, mais conhecido como “capetinha”, consegue efetuar o bloqueio do GPS assistido e o LBS.

A isca de carga, ao identificar o referido bloqueio do GPS, aciona instantaneamente a radiofrequência, a qual o dispositivo não consegue bloquear.

Logo, a isca de carga tem sido um aliado extra para o monitoramento de cargas e tem trazido resultados bastante satisfatórios na recuperação delas.

Como construir o mapa de zonas de perigo para recuperação de cargas roubadas?

Define-se por meio do sistema, um perímetro em que o veículo pode se locomover e sempre que este veículo fugir da área delimitada pela cerca eletrônica do sistema, este vai gerar alertas para a central de monitoramento.

Assim, é possível mapear uma região com alto índice de roubo de cargas e identificá-la como zona de perigo.

Arquivos internos da empresa gerenciadora de riscos e dados das forças de segurança pública também podem ser usados para definir as zonas de perigo.

Além disso, as zonas de perigo também podem ser destacadas para definir áreas com alto índice de acidentes de trânsito, sem contar que as empresas de transporte e monitoramento de cargas podem se comunicar umas com as outras para melhor definir as zonas de perigo.

Tecnologias utilizadas para a recuperação de cargas roubadas

Diversas são as tecnologias utilizadas para coibir o roubo de cargas. Dentre elas, as principais são:

Telemetria, que fornece dados precisos sobre o histórico de movimentação do veículo;

Roteirizador de carga, que planeja as melhores rotas de entrega, auxilia no dimensionamento do tamanho do caminhão por meio do volume de carga e monitora o roteiro a ser seguido.

– Rastreador da frota, que monitora o veículo em tempo real por 24h.

– Sistema TMS (Sistema de Gerenciamento de Transportes), que funciona como um software de gestão.

Portanto, na hora de investir em segurança, busque sempre empresas especializadas neste tipo de serviço e líderes de mercado! FIRJAN

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